Dom Geraldo acolheu o convite para presidir a quarta Novena em honra a Nossa Senhora Aparecida, na Catedral de Montes Claros, que celebra o seu Jubileu de Diamante. O tema que segue o Novenário é “Comunidade de irmãos que cultiva a fé católica e peregrina com esperança na região norte-mineira”
Em sua homilia, Dom Geraldo disse que a ocasião é propícia para refletir sobre ser Igreja, que é ser Comunidade de irmãos e irmãs que cultiva a fé. Segundo a Epístola aos Hebreus 11,1, a fé é “a garantia dos bens que esperamos e a prova das realidades que não vemos”. Neste ano Jubilar, somos todos peregrinos de esperança.
A Catedral da Arquidiocese de Montes Claros foi projetada pelo monge premonstratense belga Jerônimo Lambin. Idealizada por Dom João Antônio Pimenta, nem ele e nem seu sucessor, Dom Aristides Porto, viram a obra concluída. Foi Dom Antônio Almeida de Morais Júnior que inaugurou a nova Catedral, em belo estilo que combina o românico e o gótico. Uma tríade de torres, quais ogivas a apontarem para os céus, indica a meta final de nossa peregrinação, certos de que a esperança não decepciona, continuou Dom Geraldo, se referindo à bela arquitetura da Catedral.
É vivendo o amor trinitário, como comunidade de irmãos que cultiva a fé católica e peregrina com esperança nesta região norte-mineira, que nos deparamos com o rosto do próximo que nos interpela e nos lança em missão, como nos recorda o tema deste mês: “Missionários da esperança entre os povos”. Este Sertão é o campo de nossa missão.
Guimarães Rosa procurou nos dizer o que é o Sertão: “Sertão: é dentro da gente”. / “O sertão é sem lugar”. O nosso campo de missão é dentro da gente e é em todo lugar, onde se encontra o próximo, nesta peregrinação em busca do que é o real de nossas vidas. E arremata Guimarães Rosa: “O real não está no início nem no fim, ele se mostra pra gente é no meio da travessia”.
