março 7, 2026
R. Goiás, 339 - Alto Santuário, Araçuaí - MG

Bispos

PRIMEIRO BISPO: DOM SERAFIM GOMES JARDIM (1914-1934)

Dom Serafim Gomes Jardim nasceu em 07 de setembro de 1875 dentro da circunscrição de Diamantina. Foi ordenado sacerdote em 1º de junho de 1901, sendo sagrado bispo de Araçuaí-MG no dia 20 de setembro de 1914, tomando posse na diocese em 18 de outubro do mesmo ano.

Logo de início, demonstrou grande zelo pastoral, desprendimento e ardor missionário. Em 1915, fundou o primeiro externato do Colégio São José e um jornalzinho intitulado o “Pão em pedacinhos”. Neste mesmo ano, fez, a cavalo, sua primeira visita pastoral. Cumpre lembrar que a Diocese abrangia os territórios que hoje constituem as dioceses de Teófilo Otoni-MG e Almenara-MG; em direção à Bahia, chegava até Salto da Divisa-MG e, na direção do Espírito Santo, até Mantena-MG. Visitou também os índios Maxakali em sua própria aldeia, na região de Teófilo Otoni-MG.

Corajosamente, construiu o majestoso prédio, onde funcionou até 1928 o internato e externato do referido Colégio.

Edificou o novo Palácio Episcopal porque sua primitiva residência fora cedida às Irmãs Franciscanas Penitentes Recoletinas holandesas, recém-chegadas ao Brasil em 1926, graças à sua iniciativa e entendimentos diretos que manteve com a Casa-Mãe, na Holanda, para a fundação do Colégio Nazareth que até hoje é marco na região.

Enfrentou, audaciosamente, duas grandes enchentes:1919 e 1929. Na última, a Diocese perdeu totalmente os prédios do colégio São José, da Catedral e o Palácio Episcopal. A solidariedade de Dom Serafim para com os flagelados foi marcante: percorria a cidade para consolar as vítimas. Diariamente, podia se ver o bispo descalço, pisando na lama e levando palavras de consolo.

Com audácia e esperança, construiu a segunda catedral; fundou o Colégio Diocesano de Araçuaí, mesmo sem dinheiro, sem terreno e sem professorado. Esse Colégio tinha uma finalidade: anexar ao imóvel um Seminário tendo em comum as aulas normais, porém separadas as atividades específicas. Este Colégio ficava situado na rua da Olaria, sendo o mesmo completamente destruído em 1929.

SEGUNDO BISPO:DOM JOSÉ DE HAAS (1937-1956)

Dom José de Haas nasceu em Eersel (Holanda) em 04 de Janeiro de 1877. Foi ordenado sacerdote em 1902. Veio para o Brasil em 1906, chegando em Araçuaí-MG em 1912. Em 1913, foi designado oficialmente vigário da paróquia Santo Antônio.

Em 1937, foi sagrado bispo de Araçuaí após a transferência de Dom Serafim como arcebispo de Diamantina. Compareceram, nesta celebração, o núncio apóstólico e o bispo da Diocese de Montes Claros-MG.

Dom José foi sempre uma das figuras marcantes do clero. Com zelo apostólico, com sua colaboração assídua, interessante e despretensiosa, sumamente proveitosa para todos. Como vigário, ainda no tempo de Dom Serafim, construiu a matriz e o convento dos Franciscanos. Foram, pessoalmente, à Holanda solicitar a presença das irmãs em Araçuaí-MG. Em 23 de abril de 1926, chegaram as seis mulheres corajosas que iniciavam, no Brasil, a história da Congregação das irmãs Franciscanas Penitentes Recoletinas. Foram as irmãs: Amália, Angélica, Aquilina, Beatriz, Boavida e Guilhermina. Chegaram a Araçuaí para fundar o colégio Nazareth, cumprindo um sacrificado percurso, acompanhadas do Frei José de Haas, vigário na época, fazendo o trajeto de Engenheiro Schnoor a Araçuaí, a cavalo. O Colégio Nazareth foi sempre um orgulho para dom José de Haas, que o considerava como a pupila de seus olhos.

Com o auxílio do povo e da Prefeitura, Dom José realizou inúmeras obras: o Hospital São Vicente de Paulo, cognominado Caridade, onde as irmãs Franciscanas trabalharam por longo tempo; Casa dos tuberculosos; Pão de Santo Antônio e Abrigo de crianças e idosos na fazenda Paraná. Fundou o Patronato de Menores São José. O Patronato tinha o objetivo de acolher meninos pobres. As oficinas eram: ladrilho, telha francesa e tipografia. Criou o jornal – denominado Nosso Jornal. Pela sua sensibilidade para com os pobres e deserdados, ele era chamado como “Pai dos pobres”, acolhendo com atenção todos aqueles que vinham procurá-lo. “O sinal marcado era colocar a mão na cabeça de cada pessoa e dizer: Ó filhinho(a)! Era muito caridoso. Mesmo doente, com câncer, na procissão do Santíssimo, ele acompanhava todo o percurso. Existe uma novena que os estudantes faziam na cripta de Dom José com o objetivo de receber as graças, ou seja, a aprovação escolar. Logo após, foi inaugurada a escola Dom José de Haas tendo-o como protetor dos estudantes.” (Entrevista – Deycula Araújo Silva).

Faleceu no dia 1º de agosto de 1956. Fez questão de morrer aqui. Suas últimas palavras foram: “Senhor, quero sofrer por amor de Vós, que vos dignastes sofrer por amor de mim”. Seus restos mortais repousam na catedral São José de Araçuaí.

TERCEIRO BISPO: DOM JOSÉ MARIA PIRES (1957-1965)

Nasceu em 15 de março de 1919 em Córregos, município de Conceição do Mato Dentro -MG. Foi nomeado pelo Papa Pio XII como Bispo de Araçuaí-MG; tomou posse no dia 12 de outubro de 1957, solenidade de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil. Oriundo do clero de Diamantina (um valioso presente de Dom Serafim – disse alguém). Desde o início de seu pastoreio, demonstrou um dinamismo muito grande, impregnado de um entusiasmo contagiante para o

“Movimento por um mundo melhor”. Sua primeira iniciativa foi a fundação do “Seminário Menor Rural Diocesano” de São José e Nossa Senhora da Lapa. Foi reaberto com o apoio e a colaboração de algumas professoras que assumiram a maior parte das aulas e ajudaram na disciplina e no acompanhamento dos seminaristas como, por exemplo, uma das pioneiras, a Sra. Maria Emília Fulgêncio. Um pouco mais tarde, iniciou a construção do Seminário novo, que mais tarde teria um outro destino, funcionando como “Escola do Bispo”.

Em 1959, época do Papa João XXIII, Dom José iniciou contato com a diocese de Bréscia (Itália), solicitando padres missionários para trabalharem no futuro Seminário. Com isso, chegaram ao Brasil: Pe. Crescêncio Rinaldini (Dom Enzo), Pe. Egídio Ferrari e Pe. Constantino Carrera. Dom José, vulgarmente conhecido como “dom Pelé” ou “dom Zumbi”, teve influência decisiva na criação da Diocese de Teófilo Otoni, desmembrada da Diocese de Araçuaí no ano de 1960. Com a divisão da diocese, foi possível dedicar mais tempo à Diocese de Araçuaí.

Ainda nesta mesma época, em visita ao Santo Padre, Dom José levou um pedido dos padres, onde era pedido que os mesmos fossem dispensados do “Breviário” (liturgia das horas) aos domingos e dias de preceito, uma vez que, nesses dias, terem a necessidade de celebrar, no mínimo, três missas em lugares diferentes. Apresentando tal realidade, o Papa respondeu da seguinte maneira: “Diga a seus padres que eu, hoje, já rezei o “Breviário” todo e rezei também o Rosário. Se eu, Papa, posso fazer isso, seus padres também podem rezar o “Breviário” todo cada dia”. Transmitida a resposta, os padres concordaram e tiraram forças do exemplo do Santo Padre para continuarem, mesmo com sacrifício, a rezar integralmente o Ofício Divino de cada dia.

Sobre a reconstrução do Seminário, após a enchente, o Papa, nesta visita, prometeu ajudar. Pouco tempo depois de regressar à Diocese, Dom José Maria Pires recebeu uma carta da Nunciatura com um cheque de US$20.000 com o seguinte bilhete: “Contribuição pessoal do Santo Padre para a construção do seu Seminário”.

Nos anos 60, Dom José também fez contato com a Diocese de Udine (Itália) para o envio de sacerdotes; foram enviados os padres Silvano Nóbile, atualmente vivendo em Turmalina- MG, e Pe.José Lávia (in memorian).

Após o Concílio Vaticano II, em 1965, Dom José foi transferido para o Nordeste, como arcebispo da Paraíba. Depois de um profícuo trabalho missionário defendendo os pobres, os “sem terra” e excçuído – às vezes sendo ameaçado, lançou sementes promissoras de coragem e vida nova. Mesmo como bispo emérito, prestou relevantes serviços à arquidiocese de Belo Horizonte, através de palestras, conferências e retiros. Faleceu no dia 27 de agosto de 2017.

QUARTO BISPO: DOM ALTIVO PACHECO RIBEIRO (1966-1973)

Dom Altivo Pacheco Ribeiro nasceu em Cataguases-MG em 24 de maio de 1916. Pertencia ao clero diocesano de Juiz de Fora e foi ordenado sacerdote em 8 de dezembro de 1948 por Dom Justino José de Santana, na catedral metropolitana de Santo Antônio, em Juiz de Fora. Tinha então 32 anos de idade. Era pároco de Rio Preto- MG, quando o papa João XXIII o nomeou bispo diocesano de Barra do Piraí- RJ, em 4 de abril de 1963. Recebeu a ordenação episcopal no dia 11 de junho de 1963, na Catedral de Santo Antônio, em Juiz de Fora. Foi sagrante Dom Geraldo Maria de Morais Penido, então Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora.

No dia 27 de junho de 1966, o papa Paulo VI, transferiu Dom Altivo Pacheco Ribeiro como novo bispo da Diocese de Araçuaí-MG. Ao encontro de Dom Altivo Pacheco Ribeiro, no município de Teófilo Otoni, representando o clero diocesano, foi o Revmo. Pe. Darly Gomes Soares, Pároco de Salto da Divisa e outros padres. Durante o trajeto, o sr. Bispo recebeu homenagens nos seguintes lugares: Três Barras, cidade de Padre Paraíso-MG, Ponto dos Volantes-MG, Itaobim-MG e Itinga. As 16 horas, do dia 7 de setembro de 1966, seguiu o cortejo até a praça da Matriz, chamada praça Belo Horizonte, a qual bem como as ruas principais da cidade, ostentava festivos adornos e faixas alusivas ao ato. No palanque oficial, armado ao alto da escadaria da igreja, encontrava-se o Exmo. e Revmo. Sr. Arcebispo de Diamantina, Dom Geraldo de Proença Sigaud. Compareceram igualmente outros Bispos da região. Depois de agradecer em empolgante discurso, e entre estrondosas aclamações, o Sr. Bispo rumou para a Residência Episcopal.

Dom Altivo Pacheco Ribeiro exerceu seu ministério episcopal em Araçuaí, entre os anos de 1966 e 1973. Nota característica de seu episcopado foi a sincera amizade aos padres. Devotava profunda veneração aos vigários, visto conhecer a extrema miséria das populações, às quais dava assistência religiosa, com verdadeiro exemplo de desprendimento, enfrentando toda sorte de sacrifícios. As reuniões e retiros espirituais do clero redundavam em ocasiões de grande alegria para o coração do Bispo. Igual dedicação demonstrava aos seminaristas e às religiosas, particularmente as de Betânia, fundação do seu antecessor, Dom José Maria Pires. O Seminário São José mereceu sempre as melhores atenções do Bispo Diocesano, que envidava todos os esforços, no sentido de proporcionar a maior soma possível de conforto aos diretores, professores e alunos. Objetivando dar estrutura à ação pastoral, de acordo com as circunstâncias locais, procurou dinamizar o escritório, órgão controlador do movimento financeiro da Diocese, bem como o Banco da Providência e a Ação Social Diocesana. Até 1973, Dom Altivo Pacheco Ribeiro esteve à frente da Diocese de Araçuaí-MG, embora já nesta ocasião, estivesse apresentando sinais de anormalidade no modo de agir, particularmente atitudes desconexas e falta de memória. Consciente de seu problema de saúde, renunciou sete anos após sua posse, mudando-se para Juiz de Fora- MG e atuando como Bispo Auxiliar. Faleceu no dia 13 de junho de 1987.

QUINTO BISPO: DOM SILVESTRE LUIZ SCANDIAN (1975 – 1981)

Religioso da Congregação do Verbo Divino, Dom Silvestre Luís Scandian nasceu em Iconha- ES em 31 de dezembro de 1931. Após ter sido provincial de sua Congregação, foi ordenado bispo em 22 de fevereiro de 1975, na cidade de Vitória por Dom Carmine Rocco, núncio apostólico do Brasil na época. Em 4 de janeiro de 1975, foi nomeado bispo de Diocese de Araçuaí pelo Papa Paulo VI, onde trabalhou entre 1975 a 1981.

Apesar de ter exercido seu pastoreio em tão pouco tempo, merece atenção: sanou as finanças da Diocese que passava por dificuldades na época. Para essa finalidade, recebeu ajuda de sua congregação, da Europa, da Nunciatura, de amigos e de distintas comunidades. Como obras, reformou a Catedral e casas adjacentes, que passaram a ser utilizadas como Centro Diocesano de Pastoral; com a grande enchente de 1979, ajudou a reconstruir a cidade, através de doações de terrenos. O trabalho foi feito em mutirão. Promoveu as primeiras Assembleias diocesanas, das quais saíram os primeiros planos pastorais. Trouxe para a Diocese as primeiras sementes da Renovação Carismática Católica que, naquela década, já começava a se espalhar pelo Brasil.

Demonstrou ser um corajoso defensor dos Direitos Humanos (época da ditadura militar). Isso ficou comprovado, por exemplo, na sua intervenção, em 1980, quando foram presos arbitrariamente, dois jovens num conflito de terra em Padre Paraíso- MG. Trouxe para a Diocese muitos missionários do Verbo Divino que se espalharam pelo Vale do Jequitinhonha. Foi um grande incentivador da criação da nova Diocese em Almenara em 1982. Foi nomeado arcebispo coadjutor de Vitória em 18 de agosto de 1981, com a morte de Dom João Batista da Mota, assumiu o comando da Arquidiocese em 27 de abril de 1984. Faleceu no dia 16 de fevereiro de 2019.       

SEXTO BISPO: DOM CRESCENZIO RINALDINI (DOM ENZO) (1982 – 2001)

Dom Crescenzo (“Crescêncio”) Rinaldini nasceu em Gardone Val Trompia, Itália, em 27 de dezembro de 1925.  Foi ordenado presbítero em 26 de junho de 1949, em Bréscia, Itália, sua diocese de origem. Em dezembro de 1961, chegou na Diocese de Araçuaí, assumindo como pároco da paróquia Santo Antônio, em Itinga/MG, onde permaneceu até janeiro de 1969. Durante esse período, dedicou-se por vinte anos ao ensino e à direção do Seminário de Araçuaí. Sual última paróquia foi São Roque, em Itaobim-MG quando, em 1981, recebeu um chamado para retornar à sua diocese de Brescia, na Itália. Em 1982, o Papa João Paulo II o designou para ser o sexto bispo diocesano de Araçuaí-MG. Dom Enzo recebeu a ordenação episcopal das mãos de seu compatriota Dom Luigi Morstabilini, bispo de Brescia. Seu lema episcopal era “Buscamos nova terra”.

Dom Enzo foi um pastor incansável, “pé no chão” e que marcou presença nos momentos difíceis da Diocese. Deu continuidade às Assembleias, promovidas pelo seu antecessor; reabriu o seminário diocesano e os cursos de ensino médio e filosofia; A educação foi a mola propulsora do seu projeto quando abriu (com a grande contribuição do Colégio Nazareth) a escola técnica Hagrope – Hagrogemito, acreditando que os jovens desta região poderiam ser instrumento de transformação no Vale e no mundo. Também reconstruiu e ampliou o Centro Diocesano. Conseguiu abrir o primeiro canal de televisão na cidade – TV Araçuaí e a Rádio VALE FM. Foi o primeiro presidente do Serviço Pastoral dos Migrantes – SPM. Dedicava-se a visitar, lutar, rezar ao lado dos trabalhadores e trabalhadoras migrantes do Vale do Jequitinhonha e nos grandes centros urbanos, nas plantações de café, laranja, nas carvoarias e nos canaviais.

Dom Enzo não quis mais voltar a sua pátria. Preferiu ficar no Brasil até a morte. Como bispo emérito, permaneceu uns oito anos em companhia de Dom Dario e Dom Severino. Faleceu em 24 de Outubro de 2011. Em nota, a Diocese de Araçuaí expressou pesar e gratidão: “Dom Enzo, como todos carinhosamente o chamavam é italiano e deu sua vida pelo Vale do Jequitinhonha especificamente a Diocese de Araçuaí. Nossa gratidão eterna ao grande Missionário do Vale. É com pesar que anunciamos o seu falecimento”. O seu corpo encontra-se na catedral ao lado de Dom José de Haas, dois grandes missionários estrangeiros que abraçaram a mesma causa na evangelização: educação.

SÉTIMO BISPO: DOM DARIO CAMPOS, OFM (2001 – 2004)

Após completar 75 anos, o papa acolheu a renúncia de Dom Enzo que se tornou Bispo Emérito. Dom Dario Campos, originário do Espírito Santo e Provincial Franciscano, tomou posse como tal aos 25 de novembro de 2001 e, em seguida, tomou o pastoreio episcopal pleno em 08 de agosto de 2001. Sendo nomeado no mês de Junho, querendo conhecer o clero de Araçuaí, surpreendentemente, ele chega a Comercinho no dia 04/08, sem que ninguém o esperasse e o conhecesse, porque encontraria o clero reunido em ocasião da ordenação do Pe. José Paulino. Foi assim a sua 1ª revelação à nova Diocese.

Dom Dario iniciou, com grande entusiasmo o seu pastoreio; visitou rapidamente a diocese toda; melhorou a estrutura da Cúria diocesana e as estruturas do Centro Diocesano de Pastoral. Celebrou a sétima assembleia diocesana de Pastoral. Foi um grande defensor dos padres. Fez questão de ter em sua residência uma sala de estar para receber bem os padres e oportunamente recrear.

Tudo parecia um grande pastoreio, mas como por um relâmpago inesperado, em Agosto de 2004 foi transferido pela Santa Sé à diocese de Leopoldina,onde tomou posse em setembro de 2004. Todos lamentamos, mas aceitamos a mudança com espírito eclesial.

OITAVO BISPO: DOM SEVERINO CLASEN, OFM (2006 – 2011)

Após quase um ano de vacância, a Diocese de Araçuaí recebeu o novo pastor: Dom Severino Clasen OFM. Nascido em Ituporanga-SC em 10 de junho de 1954, Dom Severino Clasen tornou-se franciscano ao ingressar na Província da Imaculada em janeiro de 1976. Em seguida, fez os estudos de Filosofia e Teologia no Instituto Teológico de Petrópolis e foi ordenado sacerdote em 10 de julho de 1982. Neste mesmo mês passou a ser vigário paroquial de Concórdia, em Santa Catarina e, em 1988, foi transferido para Porto União. No ano seguinte, tornou-se o responsável pela pastoral vocacional da Província da Imaculada.

Após ser reitor e pároco do Santuário São Francisco, no Largo São Francisco de São Paulo, foi nomeado bispo para a Diocese de Araçuaí-MG em 11 de maio de 2005. Aos 50 anos, Frei Severino foi o primeiro bispo nomeado pelo Papa Bento XVI e foi o décimo-segundo frade da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil a se tornar bispo. Foi ordenado bispo pelas mãos de Dom Lorenzo Baldisseri, núncio apostólico no Brasil, no dia 25 de junho de 2005, na cidade de Ituporanga, onde residem seus pais. A posse episcopal ocorreu no dia 10 de julho de 2005, em Araçuaí. Seu lema episcopal é Acolher e cuidar.

Dotado de profunda espiritualidade e de uma notável capacidade administrativa, logo se engajou em dar impulso à Diocese na pastoral e na promoção do desenvolvimento social da nossa região. Deu muita atenção ao Seminário, inclusive abrindo o Curso de Teologia para os nossos seminaristas.

No dia 6 de julho de 2011, o Papa Bento XVI o nomeou para a Diocese de Caçador-SC, transferindo-o da Diocese de Araçuaí. Dom Severino foi empossado no dia 4 de setembro de 2011. No dia 1 de julho de 2020, o Papa Francisco o nomeou para a Arquidiocese de Maringá, tornando-se o quinto arcebispo da sede episcopal.

NONO BISPO: DOM MARCELO ROMANO (2012 – 2020 )

Dom Marcello Romano nasceu na cidade de Conceição do Mato Dentro no dia 15 de Agosto de 1965. Filho de imigrante italiano – Cósimo Romano e mãe brasileira – Terezinha Costa Guerra Romano (ambos in memorian), possui seis irmãos por parte de pai e mãe -sendo ele o sexto filho, e um irmão adotivo. Possui mais dois irmãos por parte de pai que moram na Itália. Sua infância foi tranquila e gostava de brincar de celebrar missa.

Entrou para o seminário no dia 24 de fevereiro de 1982 em Santa Tereza, no Espírito Santo, onde fez o aspirantado. Cursou o Ensino Médio no educandário – São Francisco de Assis – dirigido pelos frades capuchinhos. Em 1987, deixou a ordem capuchinha e passou à recém criada Diocese de Ganhães. Iniciou os estudos filosóficos no mosteiro de São Bento no Rio de Janeiro. Foi ordenado diácono em 24 de julho 1997, em Ganhães e presbítero em 17 de dezembro de 1999, em Conceição do Mato Dentro. Foi vigário paroquial; administrador paroquial em São Pedro do Suaçuí; foi pároco em: Nossa Senhora do Amparo – Braúnas; São Sebastião em Joanísia; São Sebastião – em São Sebastião do Maranhão; Nossa Senhora da Conceição em Conceição do Mato Dentro; Paróquia de Santo Antônio – Peçanha – Cantagalo. Assistiu ainda às paróquias de Nossa Senhora do Pilar- Morro do Pilar, Santo Antônio do Rio Abaixo em 2002 e Nossa Senhora do Carmo em Carmínia- 2003-2008.

Trabalhou na Paróquia Nossa Senhora da Conceição do Mato Dentro até a sua nomeação para a Diocese de Araçuaí-MG no dia 13 de Junho de 2012. No dia 8 de setembro de 2012, foi nomeado bispo por Dom Emanuel Messias de Oliveira, em sua cidade natal. Foram co-ordenantes o arcebispo emérito da Paraíba, Dom José Maria Pires, e o bispo de Guanhães, Dom Jeremias Antônio de Jesus. O novo bispo tomou posse no dia 16 de setembro de 2012 na Catedral de Araçuaí. Durante seu episcopado, Dom Marcello Romano, homem de grande humildade e diálogo, valorizou: a) a Pastoral Vocacional diocesana; b) assistência às Paróquias existentes na Diocese; c) zelo pastoral e administratico – no cuidado com as atividades diocesanas e rebanho confiado; d) planejamento pastoral na organização da Diocese. No dia 25 de março de 2020, por razões pessoais, o Papa Francisco aceitou sua renúncia ao governo episcopal da Diocese de Araçuaí -MG. Atualmente é Bispo Emérito e compõe o clero da Diocese de Guanhães.

DÉCIMO BISPO: DOM ESMERALDO BARRETO DE FARIAS (2020- 2024 )

Dom Esmeraldo Barreto de Farias nasceu na comunidade de Bonfim, em Santo Antônio de Jesus-BA em 04 de julho de 1949. Durante seu processo formativo, seus estudos filosóficos foram concluídos na Faculdade de Filosofia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Teologia no Instituto de Teologia da Universidade Católica de Salvador. Foi ordenado sacerdote em 9 de janeiro de 1977, e incardinado na Diocese de Amargosa.

Em 2000, o papa João Paulo II o nomeou Bispo da Diocese vacante de Paulo Afonso, na Bahia. Em 28 de fevereiro de 2007, o Papa Bento XVI o nomeou bispo da então Diocese, hoje Arquidiocese de Santarém, no Pará. Em novembro de 2011, ascendeu ao título de arcebispo, sendo nomeado para Porto Velho-RO, no coração da Amazônia, após renúncia de Dom Moacyr Grechi, por razão de idade de 75 anos. No dia 18 de março de 2015, o Papa Francisco o nomeou bispo-titular de Súmula e auxiliar da Arquidiocese de São Luís do Maranhão.

Em 18 de novembro de 2020, foi nomeado titular da Diocese de Araçuaí-MG. Sua posse foi em 6 de fevereiro de 2021 na Catedral de São José, em Araçuaí-MG, presidida por Dom Darci José Nicioli, metropolita da Província de Diamantina-MG. Durante seu episcopado, Dom Esmeraldo trouxe muito de sua experiência para a Diocese: a) capacidade administrativa – para a organização administrativa e financeira diocesana; b) cuidado com os pobres e excluídos – a exemplo de Jesus Cristo, pobre, Esmeraldo, em sua humildade e simplicidade, dedicou seu episcopado ao cuidado com os mais necessitados; c) acompanhamento pastoral – incentivo às distintas pastorais existentes na Diocese; d) zelo apostólico com o seu ministério.

Em 30 de abril de 2024, há poucos meses de completar 75 anos, idade canônica limite, foi aceita a sua renúncia, tornando se Administrador Apostólico da Diocese de Araçuaí-MG até a posse de Dom Geraldo dos Reis Maia, novo bispo. Dom Esmeraldo é Arcebispo ad personam Emérito da Diocese de Araçuaí-MG e, atualmente, reside e atua pastoralmente na Arquidiocese de São Salvador da Bahia.

DÉCIMO PRIMEIRO BISPO: DOM GERALDO DOS REIS MAIA (2024 – PRESENTE)

Confira em: https://diocesedearacuai.com.br/team/dom-geraldo/