junho 8, 2026
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A Missão como eixo do Documento Final da XI Assembleia Diocesana de Pastoral

Nossa Diocese de Araçuaí realizou a sua XI Assembleia Diocesana de Pastoral, nos dias 25 e 26 de outubro de 2025, com o tema: “Igreja peregrina na Esperança: Alargar a tenda no esforço de Comunhão, com o compromisso da Participação, no horizonte da Missão”, e o lema: “Alarga o espaço da tua tenda” (Is 54,2).

Fizemos um longo percurso antes de chegar a essa Assembleia. Desde 2023, todas as paróquias da Diocese colaboraram na construção conjunta do material. Passamos pelo processo de escuta de lideranças, para o levantamento sócio-econômico-pastoral da Diocese. Tal levantamento constituiu a etapa do “Ver”, cujo subsídio produzido motivou encontros nas comunidades, em preparação à Pré-Assembleia. A Pré-Assembleia marcou a etapa “Iluminar”, cujo fruto foi a elaboração do Instrumento de Trabalho, que serviu de texto-base à Assembleia. O Documento Final reúne todos os textos produzidos, mas com a novidade daquilo que foi apresentado na Assembleia, compondo, então, a etapa do “Agir”.

A Missão constitui a essência da Igreja (Ad Gentes, n. 2) e a Diocese de Araçuaí assume isso em ação pastoral. O tema da Assembleia apresenta a tríade de termos do Sínodo sobre a Sinodalidade, a saber: Comunhão, Participação e Missão. “No horizonte da Missão”, ou seja, a Missão como aquilo que abrange o todo; horizonte como aquilo que abarca tudo o que o olhar alcança. Além disso, o “horizonte” tem a perspectiva de futuro, algo que vai acontecer. Portanto, queremos que a Missão se efetive como aquilo que abrange tudo na evangelização e, dessa forma, as palavras do Papa Francisco encontrariam eco: “a atividade missionária ‘ainda hoje representa o máximo desafio para a Igreja e ‘a causa missionária deve ser (…) a primeira de todas as causas’. Que sucederia se tomássemos realmente a sério estas palavras? Simplesmente reconheceríamos que a ação missionária é o paradigma de toda a obra da Igreja” (EG, n. 15).

A Missão, como horizonte, paradigma, se diferencia de atividades missionárias, que são ações pontuais, programáticas. Por isso, dizemos que a Missão é o eixo que movimenta todas as partes. Essas partes são apresentadas de muitos modos em nosso Documento Final. Destacamos a nossa Ação Missionária Diocesana, que é uma expressão de formosura de nossa Diocese (n. 14), mas exige ser assumida ainda mais (n. 21; 63). No intuito de fortalecê-la, propõe-se criar um meio para a sua manutenção (n. 64). No âmbito das atividades missionárias, ainda temos as indicações do Documento Final: Catequese renovada com foco em Missão (n. 24); visitas missionárias às famílias (n. 50; 64); criação de novas comunidades em bairros periféricos e distantes da matriz (n. 52); animar as pastorais e movimentos existentes, despertando o espírito missionário em todas as dimensões (n. 58); empenho na defesa do meio ambiente; acompanhar as comunidades tradicionais e povos originários (n. 62); realizar ações missionárias a nível regional; dinamizar melhor o mês missionário; intensificar a IAM (n. 63); garantir a participação e inclusão nos ambientes digitais (n. 64).

A Igreja Local é “sujeito” da Missão (n. 42) e sua finalidade é dar a conhecer a comunhão trinitária (n. 44). Para tanto, devemos viver a comunhão entre nós (n. 44-45), antes da saída ao encontro dos fiéis (n. 46). Por isso, a sinodalidade é o caminho para o êxito da Missão (n. 33). Dessa forma, precisamos ainda ter ainda mais o envolvimento dos leigos (n. 28), pois a evangelização depende muito do clero, por não ser missionária em saída o suficiente (n. 16). Cabe, portanto, investimento nos ministérios, para se crescer na compreensão de que a missão é responsabilidade também dos leigos (n. 20). Todos batizados, todos missionários! Esse é o nosso sonho: a Missão como eixo da nossa vida eclesial.

Aleisson Rodrigues Amaral

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